sexta-feira, 16 de setembro de 2022

HISTÓRIAS FISC@IS! Aníbal Barca! De profissional dos bordões a especialista em Substituição Tributária


Todo mundo diz que no departamento fiscal só trabalha maluco. Na verdade, no Fiscal, trabalha gente autêntica.

Quem nunca trabalhou com uma pessoa que torna o ambiente mais leve, te inspira e ainda se torna referência como profissional?

Assim foi trabalhar com o Aníbal Barca.

Aníbal se tornou amante da área contábil. Tem um talento especial com notas fiscais, balanços, legislações e consultoria. Estudou e se tornou um próspero contador.

Aníbal tinha uma mania estranha. Sempre falava utilizando bordões. Do tipo: “não faz a Elza!” e “não vou ser pego na curva”.

Sempre achávamos engraçado e por mais que a situação fosse de chorar, esses bordões traziam um sorriso em nossos rostos.

Entre os anos de 2008 e 2009 tivemos a implantação da Substituição Tributária. Aníbal era encarregado pela escrituração fiscais de grandes empresas e os produtos que elas revendiam estavam, todos, sujeitos a ST.

A equipe do departamento fiscal parou tudo para estudar o Regulamento do ICMS e as Portarias CAT. Não tínhamos muitas habilidades na leitura de Protocolos e Convênios ICMS, mas nos adaptamos. Tornamos a substituição tributária aplicável aos clientes.

Toda equipe do departamento fiscal foi chamada de: “os especialistas da Substituição Tributária”. Foram meses fazendo cálculos, consultando NCM e “margem de lucro”, orientando sobre CFOP’s e CST’s, explicando quem era substituto e substituído, pedindo insistentemente para informar o fundamento legal na nota fiscal. Além é claro, de orientar o cliente a levar a guia paga junto com a mercadoria.

A Substituição Tributária não foi fácil de ser dominada, mas superamos. Ela foi responsável em tornar profissionais, como o nosso Aníbal, de o menino do fiscal, para o especialista. Ele mostrou que usar bordões não desqualifica um profissional que sabe bem aonde quer chegar. E querem saber? Ele chegou. Chegou bem e com sucesso. Quem sempre acreditou no potencial dele está pensando agora: “não tô maluca na minha tese”.






EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS




Quer saber um segredinho que salva a nossa interpretação dos atos normativos?


Antes de efetuar a leitura de qualquer norma, tente descobrir as razões que ela foi criada.
O TJ SP nos indica a leitura da: EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS, mas temos outros nomes também e todos possuem a mesma finalidade: expor os argumentos que justificam a necessidade de publicar aquela norma.


Os Decretos do Estado de São Paulo, por exemplo, trazem o OFÍCIO no final de cada Decreto. Nesse ofício eles demonstram o motivo do decreto ser criado. Na verdade, o OFÍCIO traz a justificativas para propor ao governo a edição do decreto.
Como eu tenho mais afinidade com tributos indiretos, sempre busco me inteirar e saber o que determinada norma irá influenciar no dia a dia. Vocês não fazem ideia de como essa leitura é esclarecedora.


Fica a dica: procure, sempre, a "exposição de motivos" do ato normativo que você precisa ler e interpretar.

 
Faça a experiência e depois me conte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Planejamento Tributário - Tributo cobrado pelo uso do solo - Marco Aurélio Greco

Eu conheci o Marco Aurélio Greco por meio da publicação das doutrinas disponíveis no Síntese Net.
Fiquei extremamente fascinada pelo tributarista e desde então faço muitas pesquisas para saber seus posicionamentos. Me parece que as ideias dele, divergem de muitos tributaristas e suas argumentações são bem aceitas pelos Fiscos. Tanto que, quando fazia buscas para saber um pouco mais sobre os posicionamentos dele, notei que a SEFAZ, de Santa Catarina faz referência, nas suas Respostas de Consultas, dos posicionamentos do tributarista. 

Um trecho que eu achei muito interessante e retirei da publicação da Síntese Net, vem logo abaixo e eu quero compartilhar com vocês aqui, além de deixar registrado para meus estudos e leituras futuras.


Ultrapassados os capítulos introdutórios acerca dos pressupostos teóricos da discussão, Marco Aurélio Greco parte, enfim, para a definição do que seja planejamento tributário, dentro da dualidade ideológica de opostos entre formalismo e realismo fiscal, apresentando emblemática anedota, que ora reproduzo:


Cabe aqui mencionar um caso interessante que está documentado por ter sido relatado por um glosador da idade média - Bártolo de Sassoferrato - que viveu entre 1320 e 1360. [...] Bártolo relata em seu concilium 135 que determinada Comuna (que, na Idade Média, era formada fundamentalmente pela praça do mercado e pelas casas a sua volta) passou a cobrar uma taxa de todos mercadores que iam para o local negociar seus produtos. Algo como um tributo pelo uso do solo municipal. [...] Então surgiu a seguinte situação concreta: uns caçadores que iam para o mercado vender peles de animais, quando chegavam na praça, carregavam-nas nos braços e diziam "como não coloquei a pele no chão não devo pagar a taxa, pois não usei o solo". [...]. Trata-se de fato ocorrido no século XIV e que hoje seria visto como um nítido modelo de "planejamento tributário" na visão clássica da figura, porque é lícito carregar a pele nos braços ao invés de "coloca-la no chão, conduta que é realizada antes do fato gerador (porque a pele não encostou no chão) e sem nenhum tipo de engano, fraude ou simulação". [...] Para o formalista se a pele não encostou no chão, não há fato gerador; para o realista, se a finalidade de sua presença na praça era comercializar, então a taxa era devida.


Greco, 2019, p. 136-135.



Fonte: Síntese Net
Título: MARCO AURÉLIO GRECO E O FIM DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 
Autora: Carolina Borges Fortes da Silveira

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

SEFAZ/SP Orienta - Antes de formular uma Consulta Tributária você pode...


                                                                                (clique na imagem para ampliar)

Você já formulou uma Consulta Tributária junto a Sefaz do Estado de São Paulo?

O Fisco orienta que antes de formular uma Consulta Tributária o consulente deve observar outros recursos para tirar as suas dúvidas. Se esgotado esses recursos e não tiver uma resposta para solucionar o seu problema, aí sim, você poderá formular a Consulta para o Fisco.

O que o Fisco orienta é na verdade o que já fazemos no nosso dia a dia. O departamento fiscal é o responsável por transformar em práticas as obrigações tributárias. Transformamos o texto em procedimentos apenas com nossas interpretações (somos show)! 

O mapa mental está exatamente na sequência que a SEFAZ apresenta e é essa sequência que deveremos acompanhar ao buscar uma solução para os nossos casos concretos.

Em primeiro lugar: leia os atos normativos. Tente identificar quais são os atos normativos que se identificam com seu caso. Depois da leitura dos atos normativos, faça uma busca nas Respostas de Consultas e veja os casos mais semelhantes ao seu. Como é um entendimento da SEFAZ, então, poderemos aplicar como analogia a nosso caso concreto, mas cuidado: a resposta de consulta é aproveitada apenas para o consulente que fez a pergunta. O seu caso precisa ser semelhante para não dar problemas depois.

Eu acrescentaria, antes de enviar uma pergunta ao Fale Conosco: faça uma pesquisa junto a consultoria que atende a sua empresa. Eu assino a CENOFISCO e ela possui materiais excelentes e sempre atualizados. Em todos os procedimentos fiscais a CENOFISCO fundamenta as operações e muitas vezes indica, também, Respostas de Consultas. 

Não tendo esclarecido com nenhum desses recursos você poderá buscar solucionar o problema no Fale Conosco, mas lembre-se que o Fale Conosco atende mais procedimentos técnicos e não soluciona questões relativas à interpretação da legislação tributária. 

Entre o tempo que você busca a solução e antes de resolver formular ou não a Resposta de Consulta você tem a opção de procurar o Fisco. Agende um atendimento com o Fisco de Jurisdição do Consulente. Pode ser que não tenha uma solução, mas vale a pena seguir todos esses passos.

Resolvido todos esses passos você pode buscar por tratamentos paliativos, tais como, redes sociais e google. Mas cuidado com os efeitos colaterais.

REDES SOCIAIS

TRATAMENTO: Temos muitos tributaristas que postam muitas matérias legais e eles sempre apontam jurisprudência e isso enriquece o seu conhecimento. 

EFEITOS COLATERAIS: Agora cuidado, se a própria Resposta de Consulta não vincula outros consulentes que dirá comentários ou teses de tributaristas, isso não funciona para nós se não tiver a assessoria de uma equipe jurídica. 

GOOGLE

TRATAMENTO: Você pode buscar os temas no google e também, poderá inserir os temas no GOOGLE ALERTA e receber emails com todas as informações relativas ao tema.

EFEITOS COLATERAIS: Cuidado com informações desatualizadas. O google é uma ferramenta para lhe dar norteamento. 

P.S. Eu, sinceramente, nunca gostei de usar o google como ferramenta para busca de interpretações, mas ultimamente me rendi um pouco. Agora sou usuária assídua do GOOGLE ALERTA. Tem me trazido muitas vantagens.


quinta-feira, 8 de setembro de 2022

2023 - Mudanças Tributárias


                                                                             (clique na imagem para ampliar)


Preparei esse mapa mental com algumas mudanças tributárias para 2023.


Sempre que eu alterar o mapa farei uma nova postagem.


Temos muitas alterações previstas para 2023 e isso faz com que a gente se perca no meio de tantas alterações. A reforma tributária, por exemplo, tem previsão para o segundo semestre de 2023.


O que me preocupa, um pouco são as alterações para o MEI e o SIMPLES NACIONAL. Se o PL for aprovado mesmo, teremos que ficar atentos a novas regras e novas tabelas. Estamos em setembro e seria interessante estudar com antecedência.

Por enquanto é isso: aguardando as cenas dos próximos capítulos.
#departamentofiscal #tributarista #sil_solucao

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Convênio ICMS n. 50/2022 - Transação via PIX - Cronograma - Bancos x SEFAZ




                                                                                              (clique na imagem para ampliar)


😎📚 Já que não se fala de outra coisa, aproveitei o gancho para publicar o mapa mental sobre o cronograma do Convênio ICMS n. 50/2022.
🤔 Mas o que aconteceu?
O convênio 50/2022 estabeleceu que todas as operações que envolverem transações realizadas via PIX deverão estar vinculados ao documento fiscal emitido na operação ou prestação.
⚠️ Não deixe de emitir documento fiscal para todas as operações/prestações!
Com o Convênio, os bancos 🏦 estarão obrigados a informar a SEFAZ sobre essas movimentações pelos contribuintes do ICMS.
🗣️ Os bancos informarão as secretarias das fazendas a partir do movimento de janeiro de 2022 (retroativo), porém a informações seguirão o cronograma do mapa mental.



ZFM e ALC - Isenção do ICMS - Munícipios


                                                                                                     (clique na imagem para ampliar)


📚😎  As operações com destino a Zona Franca de Manaus (ZFM) e as Áreas de Livre Comércio (ALC) são beneficiadas com isenção do ICMS.

⚠️ Mas atenção: A isenção não se aplica para as operações destinadas a qualquer região da ZFM e ALC.

Os Municípios que se beneficiarão com a isenção do ICMS estão relacionados no mapa mental. Antes de efetuar uma operação é importante conhecer o destino das mercadorias.

⚖️ FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:

1️⃣ ZFM

✅ Convênio ICMS n. 65/1988;
✅ Art. 84 do Anexo I do RICMS/SP.

2️⃣ ALC

✅ Convênio ICMS n. 52/1992;
✅ Art. 5° do Anexo I do RICMS/SP.

Guia do Novo Simples Nacional 2027: O que Muda com a Reforma Tributária.

 O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) atualizou as regras do regime para incluir os novos tributos da Reforma Tributária (IBS e CBS). ...